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terça-feira, 26 de junho de 2012

Meu reino não é deste mundo

Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui. Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? – Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence à verdade escuta a minha voz.
(S. JOÃO, 18:33, 36 e 37.)

Se pararmos para pensar nas diferentes fases pelas quais passamos em nossa vida, perceberemos que elas encerram diferentes formas de ver a própria vida. Quando somos crianças, interagimos de forma mais intensa com os sentimentos, temos dificuldades de colocar limites em nossas vontades e definitivamente não somos guiados pelo entendimento ou pela razão.

Em algum momento, por volta dos sete anos, somos levados a freqüentar a escola, e “obrigados”, pelos nossos pais e pelos professores, a jornadas de intermináveis aulas, que falam de coisas chatas e sem sentido, e sobre as quais depois seremos cobrados através de "impiedosas provas". Nos primeiros anos não entendemos por que estamos lá, e não gostamos dos professores que nos impõem assuntos chatos e difíceis, comportamento e disciplina.

Muitas vezes não gostamos das aulas, preferimos o recreio e não entendemos as provas, pois elas nos parecem ruins. Mas como somos obrigados a fazê-las, quando fazemos, muitas vezes nos importamos apenas com as notas, mesmo que elas não representem o que realmente sabemos.

É verdade também que gostamos de muitas coisas. Nos apegamos aos lugares que ocupamos, ao material que utilizamos e a muitos colegas aos quais chamamos de amigos. Muitas vezes nos apegamos tanto a estes amigos que ficamos tristes quando o período de aulas termina e alguns “cruelmente são reprovados e repetem de ano”.

A encarnação na terra é um ano na escola.

Ninguém deve querer sair da escola antes do tempo, mas não devemos confundir o “querer terminar o curso” com “querer ficar para sempre no mesmo ano e na mesma escola”. Meu reino não é deste mundo é um ensinamento que nos mostra a continuidade da vida, e que devemos freqüentar a escola, ir para as aulas, fazer as provas, tudo com vontade, zelo alegria e carinho, entendendo a importância de cada momento e de cada atividade, mas não esquecendo que a importância da prova não é a própria prova, e que o que aprendemos nesta vida é para toda a eternidade.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Caracteres dos Milagres

A Gênese - Capítulo XIII

Na acepção etimológica, a palavra milagre (de mirari,admirar) significa: admirável, coisa extraordinária, surpreendente. A Academia definiu-a deste modo: Um ato do poder divino contrário às leis da Natureza, conhecidas. Na acepção usual, essa palavra perdeu, como tantas outras, a significação primitiva. De geral, que era, se tornou de aplicação restrita a uma ordem particular de fatos.
A Gênese
No entender das massas, um milagre implica a idéia de um fato extranatural; no sentido teológico, é uma derrogação das leis da Natureza, por meio da qual Deus manifesta o seu poder. Tal, com efeito, a acepção vulgar, que se tornou o sentido próprio, de modo que só por comparação e por metáfora a palavra se aplica às circunstâncias ordinárias da vida. Um dos caracteres do milagre propriamente dito é o ser inexplicável, por isso mesmo que se realiza com exclusão das leis naturais. É tanto essa a idéia que se lhe associa, que, se um fato milagroso vem a encontrar explicação, se diz que já não constitui milagre, por muito espantoso que seja. O que, para a Igreja, dá valor aos milagres é, precisamente, a origem sobrenatural deles e a impossibilidade de serem explicados. Ela se firmou tão bem sobre esse ponto, que o assimilarem-se os milagres aos fenômenos da Natureza constitui para ela uma heresia, um atentado contra a fé, tanto assim que excomungou e até queimou muita gente por não ter querido crer em certos milagres. [...] O Espiritismo, pois, vem, a seu turno, fazer o que cada ciência fez no seu advento: revelar novas leis e explicar, conseguintemente, os fenômenos compreendidos na alçada dessas leis. Esses fenômenos, é certo, se prendem à existência dos Espíritos e à intervenção deles no mundo material e isso é, dizem, o em que consiste o sobrenatural. Mas, então, fora mister se provasse que os Espíritos e suas manifestações são contrárias às leis da Natureza; que aí não há, nem pode haver, a ação de uma dessas leis. O Espírito mais não é do que a alma sobrevivente ao corpo; é o ser principal, pois que não morre, ao passo que o corpo é simples acessório sujeito à destruição. Sua existência, portanto, é tão natural depois, como durante a encarnação; está submetido às leis que regem o princípio espiritual, como o corpo o está às que regem o princípio material; mas, como estes dois princípios têm necessária afinidade, como reagem incessantemente um sobre o outro, como da ação simultânea deles resultam o movimento e a harmonia do conjunto, segue-se que a espiritualidade e a materialidade são duas partes de um mesmo todo, tão natural uma quanto a outra, não sendo, pois, a primeira uma exceção, uma anomalia na ordem das coisas. [...]

Para saber mais sobre o tema clique aqui e leia A Gênese.
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